Os benefícios da nutrição funcional aliados ao sabor da gastronomia
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15 de maio de 2010

Estudo compara compulsão alimentar ao vício em drogas




Uma pesquisa realizada pelo instituto Scripps, na Flórida, relacionou o mecanismo molecular de organismos viciados em drogas com aqueles que apresentam compulsão alimentar. A pesquisa foi publicada essa semana na edição on-line da Revista Nature Neuroscience.

O estudo feito em ratos demonstrou que o desenvolvimento da obesidade está diretamente relacionado à deterioração constante do mecanismo de recompensa do cérebro. Ou seja, com a ingestão excessiva de alimentos gordurosos e hipercalóricos ocorre a deteriorização da parte do cérebro relacionada a sensação de prazer. Desta forma, o cérebro vai respondendo cada vez menos aos estímulos.

Por não apresentar a mesma resposta ao estímulo e conseqüente sensação de prazer, os camundongos do estudo passaram a comer cada vez mais, tornando-se obesos. Isso ocorre, pois super estimulados, os sistemas se adaptam diminuindo sua atividade, e exigindo mais comida saborosa para evitar a recompensa negativa. O mesmo teste foi realizado com heroína e cocaína, e os ratos tiveram a mesma resposta.

Obesidade

O estudo coordenado pelo cientista Paul Kenny comprovou que uma alimentação rica em alimentos gordurosos possui elementos que viciam.

O pesquisador relata que no estudo, os animais perderam completamente o controle sobre seu hábito de alimentação, sendo este o primeiro sinal de vício. Eles continuaram comendo demais mesmo quando passaram a receber choques elétricos, mostrando o primeiro sinal de compulsão alimentar.

Quando a dieta gordurosa e hipercalórica foi substituída por alimentos saudáveis, alguns animais se recusaram a comer.

Comida X Drogas

O estudo do mecanismo de compulsão sugere que, frente ao consumo excessivo de drogas ou mesmo alimentos gordurosos, o cérebro recebe grande quantidade de uma substância chamada dopamina, um neurotransmissor relacionado à sensação de prazer.

Recebendo dopamina em grandes quantidades e em grande frequência, os receptores dessa substância acabam perdendo sua função. Desta forma, o individuo passa a necessitar de maior quantidade da droga ou alimento gorduroso, para sentir a mesma sensação de prazer, o que leva a obesidade.

Prazer X Saúde

Vários neurotransmissores como a domapina, serotonina entre outros, estão relacionados a sensação de prazer, felicidade e bem estar. Nós precisamos dessas substâncias, e elas também podem ser produzidas através da prática de atividades saudáveis e prazerosas como atividade física, relação sexual, assistir um bom filme, dar boas risadas.

Portanto, quando sentir vontade de devorar aquele pacote de bolacha recheada ou aquele pastel, pense duas vezes e procure caminhar no parque, ouvir uma boa música e encontrar pessoas queridas!

15 de agosto de 2008

SAÚDE INTESTINAL


Hoje em dia, sabemos que constipação, diarréia, produção excessiva de gases, estufamento abdominal entre outras desordens intestinais estão cada vez mais freqüentes. Muitas pessoas convivem com esses sintomas e não tomam nenhuma atitude para melhorar este quadro. Na maioria das vezes a pessoa julga ser uma queixa “normal”, pois já convive com ela há algum tempo.

O que a grande maioria das pessoas não sabe, é que a dificuldade para emagrecer, a ansiedade, irritabilidade, mau humor, dor de cabeça, dificuldade para dormir e até a compulsão por doces pode estar diretamente relacionada com o mau funcionamento intestinal.

Atualmente, o intestino tem sido considerado como o nosso segundo cérebro. Essa denominação ocorreu pelo fato de possuir um sistema nervoso autônomo chamado SISTEMA NERVOSO ENTÉRICO. O intestino é o único órgão capaz de medir reflexos na total ausência de informações do cérebro ou da medula espinhal. O número de neurônios neste sistema entérico é de aproximadamente 100 milhões, praticamente o mesmo que em toda medula espinhal. Além disso, cerca de 90% da serotonina (neurotransmissor responsável pela a alegria) é produzido no intestino.

Outra função fundamental do intestino é absorver os nutrientes essenciais ao funcionamento do nosso organismo e impedir a absorção de seus agressores. O paciente que apresenta um mau funcionamento intestinal, provavelmente está com sua parede intestinal comprometida, apresentando uma hiper-permeabilidade.

Neste quadro, ocorre absorção de toxinas e outras substâncias estranhas ao corpo, assim como a deficiência de nutrientes essenciais; contribuindo para o aparecimento de problemas como obesidade, fadiga, enxaqueca, celulite, alergias, dermatites, unhas fracas ou manchadas, baixas funções imunológicas entre outros.

O objetivo do tratamento nutricional para esses casos é melhorar o funcionamento do trânsito intestinal e reconstituir o epitélio intestinal, melhorando assim a absorção dos nutrientes.

Como vai o seu segundo cérebro?

Dica do dia

Faça uma atividade física que lhe traga prazer. Se você não gosta de academia, procure outra atividade como, natação, dança, pilates etc.